* Primeiro Capítulo *
Ana estava atrasada, chegaria à escola encima da hora e como estava em seu período de experiência não queria que isso acontecesse, com 23 anos, formada em pedagogia estava em seu primeiro emprego, em uma cidade nova, sem amigos, conhecidos ou parentes, apesar de ser praticamente sozinha no mundo. Seus pais haviam falecido há 8 anos e desde então foi obrigada a conviver com uma tia que apenas a tolerou graças a uma razoável herança deixada pelos pais e o seguro de vida que ambos fizeram algum tempo antes do trágico acidente.
Moraram na confortável casa que herdara de seus pais e para agüentar toda a pressão, humilhação que sofria da parte da tia, Ana se dedicou aos estudos até se mudar para cursar a faculdade em uma cidade próxima. Assim que terminou a faculdade e finalmente conseguiu receber o que restara da herança, uma casa e alguns mil dólares mudou-se para uma nova cidade a fim de evitar o contato com sua tia Marta que gostava de lembrá-la o sacrifício que foi conviver com ela e os anos que perdera de sua vida se dedicando a Ana, apesar de ter seus 15 anos quando foram obrigadas a conviver juntas na ampla casa que os pais possuíam alegando que seria para o cuidar de Ana. Sempre fora uma menina tímida e fazia o estilo nerd na escola, tirava as melhores notas e se dedicou ao máximo aos estudos.
Sua tia Marta irmã de criação de sua mãe não a perdoará por Ana ter resolvido vender a casa onde viviam e se mudar sem deixar nada para ela apesar de Ana saber que sua tia possuía um apartamento na cidade e uma renda mensal do falecimento de seu esposo. Então assim sem peso na consciência resolveu começar vida nova em uma cidade onde ninguém a conhecia. Havia chego à cidade fazia seis meses, com dinheiro da venda da casa conseguiu comprar e mobiliar um apartamento pequeno em um bairro de classe média, e, o restante aplicou e sabia que conseguiria viver uma vida simples sem grande luxo, já que não era dada a grandes luxos. Ana sempre gostou de crianças e tinha o sonho de lecionar, conseguiu assim com um pouco de esforço o seu primeiro emprego como professora de jardim de infância em uma escola próximo a seu apartamento onde a renda daria para sobreviver sem mexer muito na poupança ou nos investimentos.
Nesse dia tudo parecia dar errado, seu despertador não tocou, derrubou café na roupa e para piorar a situação o pneu da sua bicicleta estava furado. Depois de enfrentar todos os contratempos que apareceram, e, se pedalasse rápido muito rápido chegaria somente um pouquinho atrasada, e isso era péssimo já que a coordenadora da escola ficou relutante para contratá-la pois tinha pouca idade e nenhuma experiência, ainda se lembrava da conversa das duas:
- Mas você é tão novinha e não tem experiência nenhuma com crianças! Afirmara a Srª. Presley
- Sim eu sei Senhora, eu concordo. Durante a faculdade trabalhei como babá para diversas famílias como pode conferir no meu currículo, fiz estagio no último ano de faculdade onde obtive excelentes resultados, preciso somente de uma chance e um voto de confiança e garanto que não decepcionarei a senhora nem mesmo os alunos e os pais. Alegara Ana com convicção.
- Não sei.
A Srª. Presley ficou pensativa durante alguns minutos que para Ana foram uma eternidade porque a cara que a Srª. Presley estava fazendo era a mesma de algumas outras diretoras de escola que visitará e fora entrevistada antes dessa e de ser dispensada. Já estava quase se levantando quando escutou:
- Ok Srtª. Beneton darei uma chance a você, estamos com uma professora que estará nos deixando em duas semanas e a substituta que havíamos contratado não vai mais poder lecionar por problemas pessoais. Façamos o seguinte: Você acompanha a Srª. Maktube essas duas semanas para as crianças irem se adaptando a você e para verificarmos como se sai em uma sala de aula com 15 crianças. Se no final dessas duas semanas a Srª. Maktube aprova-la estaremos contratando para um período maior de experiência e essa sim será remunerada.
Ana quase gritou de alegria, aquela escola era muito próxima de seu apartamento e economizaria no transporte e quanto as crianças não tinha dúvidas que em uma semana conquistaria todas, porque sempre se dera bem com crianças e é por isso que havia escolhido o curso de pedagogia infantil.
- Mas lembre-se Srtª. Beneton estarei de olho em você estas duas semanas e serei bastante rigorosa em todos os quesitos, porque além de você não ter experiência não me agrada em nada contratar uma professora jovem e bonita, isso poderá ser um problema para mães ciumentas e pais engraçadinhos. Portanto tenha sempre bastante modos e por favor, por favor não me crie problemas! Disse Srª. Presley bastante séria.
Ana corou, sempre que alguém elogiava sua suposta beleza corava violentamente, não se achava bonita, tinha 1,65 de altura pesava 56 kg , tinha cabelos ondulados bem abaixo do ombro de cor avermelhada, pele branca como a neve e olhos verdes como uma esmeralda havia também as sardas que ela odiava e era motivo constante de vergonha e sempre comparava seu corpo como um violão: cintura fina e quadril largo, o que a deixava complexada, e para piorar seus seios eram muito pequenos e tudo isso contribuiu cada vez mais para aumentar sua timidez e aos 23 anos de idade Ana mal sabia beijar, pois conhecia todos na cidade onde nasceu e viveu toda a sua vida até a faculdade e foi com um de seus amigos nerd com quem teve sua única experiência sexual pelo menos era assim que ela chamava “quase experiência” o que na verdade se reduziu a uns beijos e uma mão no seio o que a deixou na época com 16 anos ainda sofrendo com a perda dos pais e se adaptando ao novo ritimo de vida com sua tia Marta, horrorizada e traumatizada para futuros relacionamento, foi assim que ingressou na faculdade decidida a ficar longe de homens atrevidos e desagradáveis que só queriam se aproveitar já no primeiro encontro sem nenhum romantismo e carinho e se dedicar ao máximo para ser uma boa aluna e ter sua independência o quanto antes para se livrar de sua tia Marta. Com o diploma em mãos Ana retornou a cidade natal somente para visitar o tumulo de seus pais, vender a casa, resolver assuntos burocráticos e se despedir dos poucos amigos que restavam na cidade onde viveu toda a vida e tinha as melhores e piores recordações de sua vida, as piores vieram depois do acidente que matou seus pais e o convívio desagradável com sua tia que sempre a esmorecia e a agredia verbalmente a deixando sempre com complexo de inferioridade de tudo e todos.
Já instalada em seu apartamento há dois meses e felicíssima com a vida nova, ainda não conhecia praticamente ninguém somente sua vizinha Caterine bem menos tímida, os também Srº Oliver e seu filho Thomaz proprietários da padaria onde Ana freqüentava diariamente. Estava se tornando amiga principalmente de Thomaz pouco mais velho, que estava começando arrastar asa para Ana, Thomaz era bonito ma não despertara nenhum tipo sentimento alem de amizade então sempre estava incluindo Caterine quando a convidava para passeios pela cidade, e, sempre acabavam fazendo passeios e programa a três.
- Muito obrigada Srª. Presley prometo não se arrependerá e com certeza jamais trarei a Senhora problemas nesse sentido até porque sou muito ciente da minha aparência e pode ter certeza não desperto ciúmes em mães e muito menos atenção indevida de pais. Ana parou para respirar fundo e pensou no absurdo do comentário da Srª. Presley e disse para si: aimeudeus aimeudeus obrigada! Depois continuou tentando controlar o sorriso que formava em seu rosto.
- Mesmo que isso acontecesse nunca daria tal liberdade a algo que julgo completamente inapropriado para meu estilo de vida e meu local de trabalho. Disse Ana ainda com o rosto quente, não entendia porque na cidade nova alguns homens a olhavam com olhares estranhos e já receberá até alguns comentários e elogios que a faziam corar só de pensar.
- Hunf, resmungou a Srª. Presley. Ciente de sua aparência! Sei sei... Tudo bem moçinha então até amanhã!
- Até amanhã Srª. Presley e mais uma vez muito obrigada!
Naquele mesmo dia Ana reuniu com seus dois novos amigos para um jantar em seu apartamento e dar as boas novas e comemorarem, conversaram, beberam um bom vinho presente do SRº Oliver que não compareceu, mas já gostava muito de Ana e apostava em um possível romance entre ela e seu filho então a presenteou.
Como previsto já na segunda semana Ana havia não só conquistado os alunos assim também como a Srª. Maktube que estava prestes a se aposentar. Conquistou também a Srª. Presley que não dizia nada, porém sempre a olhava com orgulho como se houvesse descoberto uma jóia rara, e, depois de conhecer a história de sua vida começou a tratá-la de maneira diferente. Ana tinha o jeito meigo e a fala mansa com todos, nunca dizia palavrões ou se alterava diante dos mais diversos problemas que crianças ou adultos por vezes apresentavam a ela, sempre disposta a resolver e ajudar todos ao seu redor. Com as crianças era praticamente perfeita, sempre carinhosa, atenciosa, paciente, e dura quando necessário. Mesmo assim a Srª. Presley sempre se mantinha há distancia com comentários duros em relação ao trabalho. Mas esse era seu jeito e Ana já havia descoberto há alguns dias.
Eram 06h55 Ana ainda não havia chego à escola estava somente na metade do caminho, não queria chegar atrasada e não dar motivos de a Srª Presley dizer algo sobre responsabilidade, horários e etc. Alem desse ser o último dia de aula da Srª. Maktube, havia planejado uma festa surpresa com os alunos onde apresentariam cartazes e no final do dia pais e mães levariam comes e bebes para uma despedida. Não seria uma grande festa como achava que a mesma merecia, mas, em duas semanas fora o máximo que conseguirá de algumas mães relutantes em relação a sua idade e competência e de alguns pais que insistiam em fazer um comentário desagradável e outro em relação a sua suposta beleza.